#cachoeirasseguras  #waterfallsafety
(english version below)

A Campanha, ou movimento, #cachoeirasseguras foi criada por familiares do Carlos Brasileiro Pita, vítima fatal do descaso em empreendimento que cobra ingresso e nada faz pela segurança e atendimento do ser humano. Exatos 15 dias após a morte do Carlos, morre na mesma trilha, funcionário do Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade – ICMBio, Gestor das 327 Unidades de Conservação do Brasil.

 

História

 

No dia 23 de dezembro de 2016, o jovem professor de Física Carlos Brasileiro Pita (31 anos) foi tomar um banho de cachoeira. Escolheu a do Indaiá, por ser a mais próxima de Brasília, pensava em passar a tarde e voltar para casa (o local chama-se Fazenda CITATES, é composto de extensa área com várias cachoeiras denominadas Indaiá, Itiquira, Véu de Noiva etc.). Chegou, estacionou, preencheu formulário de entrada, deixando como contato o nome e telefone de seu pai, PAGOU a entrada, entrou e não saiu mais. Escorregou numa trilha, caiu e bateu com a cabeça. Como caiu ficou, até ser encontrado sem vida 4 dias depois pelos bombeiros e policiais que realizavam a busca, atendendo o pedido de socorro da família que há 4 dias o procurava em Brasília, desconhecendo seu paradeiro, acionando órgãos públicos competentes.


No entanto, o carro do nosso filho Carlinhos ficou estacionado no mesmo local, durante 4 dias, bem na entrada da cachoeira onde cobraram e registraram sua entrada, sem que nenhum funcionário do parque tomasse qualquer providência de identificação e comunicação com o contato registrado na entrada. Ali e em várias outras cachoeiras, o controle é só na entrada, na hora de arrecadar. Passou dali, nada mais se tem... nenhuma sinalização adequada de trilhas (na Cachoeira do Indaiá existem relatos de que muitas delas são precárias e improvisadas), nenhuma segurança, nenhuma vigilância, nenhum controle de saída... NADA. Apenas o mercantilismo sem regras nem pudor. Nosso filho, Carlos Pita, nunca mais irá à nenhuma outra cachoeira, nunca mais voltará à vida, mas, não podemos deixar que esta prática ilegal e sem o menor controle, se perpetue.


Queremos segurança, controle e respeito em todos os parques e locais de turismo de aventura que cobram entrada. Queremos que todas as pessoas, jovens, crianças e adultos, apreciadores da Natureza, possam ter mais sorte do que Carlinhos. Queremos que todos possam desfrutar, com segurança, de seus hábitos saudáveis, de suas paixões, de seus hobbies. Queremos que o funcionamento desses ditos "parques" seja regulado e siga os mesmos padrões de segurança e controle praticados nos Parques Oficiais, que seguem regras devidamente estabelecidas pelos órgãos competentes, cujo não cumprimento está sujeito à sanções e multas.


Não queremos que outras famílias passem pelo que passamos, aguardar 4 dias para descobrir que ele estava caído sem vida na propriedade, enquanto seu carro esteve estacionado lá durante todo este período e seu nome e contatos registrados na portaria. Teria sido muito menos doloroso para nós termos recebido um telefonema ao final do dia 23, ou no dia seguinte, avisando que o carro estava abandonado e nosso filho desaparecido naquele parque. Hoje foi nosso filho, mas, e amanhã, quem será o próximo? Não queremos que outros pais e mães passem pelo que estamos passando. Não queremos mais escutar outras tantas noticias assim...

 

 

ooOoo

 

 

The Campaign, or movement, #cachoeirasseguras - #waterfallsafety - was created by relatives of Carlos Brasileiro Pita, a fatal victim of neglect in an enterprise that charges admission and does nothing for the safety and care of the human being. Exactly 15 days after Carlos’ death, an employee of the Chico Mendes Institute of Conservation and Biodiversity - ICMBio - died on the same trail. ICMBio is the Management Board of the 327 Conservation Units of Brazil.

   

History

 

On December 23, 2016, the young Professor of Physics, Carlos Brasileiro Pita (31 years old), went to take a waterfall bath. He chose the Indaiá because it was the closest to Brasilia. He thought of spending the afternoon and returning home (the place is called CITATES Farm, it is composed of extensive area with several waterfalls denominated Indaiá, Itiquira, Véu de Noiva etc.). He arrived there, parked, filled out the entry form, leaving his father's name and telephone number, PAYING the entrance, entering and not leaving. He slipped on a trail, fell and hit his head. As he fell, he was found dead four days later by firefighters and police officers who were searching for him, taking care of the request for help from the family who had been looking for him in Brasília for 4 days, unaware of his whereabouts…  and activated competent public agencies.

 

However, the car of our son Carlinhos was parked in the same place, during 4 days, right at the entrance of the waterfall where they charged and registered his entrance, without any employee of the park taking any action of identification and communication with the registered contact in the entrance. There and in several other waterfalls, the control is only in the entrance, at the time of collection. Passed from there, there is nothing more ... no proper signposting of trails (in the Indaiá Waterfall there are reports that many of the trails are precarious and improvised), no security, no surveillance, no exit control ... NOTHING. Only mercantilism without rules or modesty. Our son, Carlos Pita, will never go to any other waterfall, he will never come back to life, but we can not let this practice which neglects a proper control, perpetuate.

 

We want security, proper control and respect for life in all parks and adventure tourism sites that charge entrance fees. We want all people, young people, children and adults, lovers of nature, to be luckier than Carlinhos. We want everyone to enjoy, safely, their healthy habits, their passions, their hobbies. We want the functioning of these "parks" to be regulated and follow the same standards of safety and control practiced in the National Parks, which follow rules duly established by the competent bodies, which non-compliance is subject to sanctions and fines.

 

We don’t want other families to go through what we've been through, to wait 4 days to find out that he was lying lifeless on the property while his car was parked there throughout this period and his name and contacts registered at the entrance gate. It would have been much less painful for us to have received a phone call at the end of the 23rd, or the next day, telling us that the car was abandoned and our son missing in that park. Today was our son, but, tomorrow, who will be next? We do not want other fathers and mothers to go through what we are going through. We do not want to hear any more news like this ...

 

 

#cachoeirasseguras 

#waterfallsafety

Contato: cachoeirasseguras@gmail.com

 

 

#cachoeirasseguras  #waterfallsafety

Cachoeiras Seguras procura alertar o público, os consumidores do Turismo de Aventura e Ecoturismo, para os riscos inerentes às atividades típicas desse turismo e para a necessidade de buscar informação sobre segurança quando contratarem serviços oferecidos, quando visitarem parques naturais ou propriedades privadas que oferecem atividades na natureza. Uma campanha de conscientização de segurança e risco, chamando a atenção para a responsabilidade empresarial e dos consumidores e que, por isso mesmo, contribui para a formação de um público exigente, base para a melhoria no setor.

 

 

Waterfall Safety works to alert the public, the consumers of Adventure Tourism and Ecotourism, to the inherent risks found in the typical activities of this sector of tourism and to the need to look for information on safety when contracting services offered, when visiting National Parks or private properties that offer activities in natural environments. A security and risk awareness campaign, drawing attention to corporate and consumer responsibility, and thereby contributing to the formation of a demanding public, the basis for improvement of this industry.

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